Quarta-feira, 28 de Julho de 2004

- Pinturas: Sol de Verão

pinturasol.JPG


Autor: F. Ferreira


Trata-se de uma pintura a lápis de cor, onde o Sol brilha sobre montes e vales, com imponentes e verdes árvores... denota um contraste entre duas possibilidades remotas de ver uma mesma coisa. A Natureza no seu todo com os quatro elementos (Terra, Ar, Fogo e Água)".


IN: Exposição Virtual de Pintura "Viva a Natureza Viva"


http://naturezaviva.naturlink.pt

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- Sugestões de leitura: Fundamental do Photoshop 7

photo7fund.gif


Livro de informática da autoria do arouquense Fernando Tavares Ferreira, publicado pela FCA/LIDEL (www.fca.pt)



Se é um utilizador do Photoshop ou do ImageReady, em Windows ou em Mac, e se deseja torna-se um “expert”, adquira este livro.
É uma obra ricamente ilustrada, com exercícios resolvidos passo-a-passo e problemas propostos com dicas de resolução, ...


"Se podes imaginar, podes conseguir"... Albert Einsten


Contacto do autor: engftf@portugalmail.pt


 

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Segunda-feira, 26 de Julho de 2004

- Energias renováveis: Comentário

mmatos.jpg



Pedem-me que comente sobre a utilização das energias renováveis e respectivas vantagens e desvantagens. O tema é amplo de mais para um simples comentário, mas há alguns aspectos gerais que podem ser mencionados num texto sucinto, com a certeza de que ficam muitas coisas por dizer.


O interesse pela utilização de energias renováveis é muito antigo (moinhos de vento e de água, navegação à vela), manteve-se nas primeiras instalações de produção de energia eléctrica e renovou-se a partir dos anos 70 do século XX, com o súbito aumento do preço do petróleo, a percepção de que as reservas de combustíveis fósseis eram finitas e o aumento de consciência ambiental em relação aos impactos negativos da utilização do petróleo e do carvão (fumos, cinzas, chuvas ácidas, etc.).


Mais recentemente, a preocupação com o efeito de estufa provocado pelas emissões de CO2 levou ao estabelecimento do protocolo de Quioto, com a consequente fixação, pela União Europeia, de metas ambiciosas para a percentagem de energia eléctrica obtida a partir de fontes renováveis em 2010 (no caso de Portugal, 39%). Pelas mesmas razões, assistiu-se também, nos últimos trinta anos, a uma cada vez maior preocupação com a eficiência energética e com o controlo das emissões, com reflexos na indústria automóvel e na utilização de energia na indústria (a cooperação industrial e a URE – utilização racional da energia).


Uma vez que os locais adequados para a instalação de grandes centrais hidroeléctricas já estavam em grande parte utilizados, a estratégia de aumento de recurso a fontes renováveis passou por um grande incremento da produção de electricidade a partir da energia eólica, seja em sistemas isolados como as ilhas, onde habitualmente há bons níveis de vento, seja em instalações cada vez mais importantes e tecnologicamente avançadas, ligadas às redes continentais. Também aumentou o número de aproveitamentos mini-hídricos e surgiram algumas centrais solares fotovoltaicas, assistindo-se também ao aproveitamento das marés, das ondas e da biomassa. Finalmente, num certo número de locais (como nos Açores) é possível utilizar a energia geotérmica. Em todos estes casos, as fontes renováveis são usadas para produzir electricidade.


Um outro tipo de estratégia recorre à utilização directa de energias renováveis sem recurso às redes eléctricas. O uso de colectores solares para aquecimento de água, por exemplo, permite reduzir os consumos de electricidade ou combustíveis, mantendo a qualidade de vida. Pequenas utilizações de energia solar fotovoltaica (conjugada com baterias) para alimentar instalações isoladas ou sinais de trânsito tornaram-se também frequentes. As células de combustível (“fuel cells”), capazes de produzir electricidade e calor a partir de gás natural ou hidrogénio (sem poluição), estão na fase de arranque (há alguns autocarros experimentais no Porto que recorrem a esta tecnologia), podendo vir a ser frequentes nas habitações num futuro próximo.


As vantagens do aumento da parcela energética oriunda de fontes renováveis já foram focadas atrás, mas deve salientar-se que não se trata de uma moda ou de uma preocupação exagerada: os perigos do aumento do efeito de estufa são reais, se não houver controlo das emissões de CO2, e o progressivo esgotamento das reservas de petróleo e gás natural levará a aumento constante de preços e ao aumento de conflitos pelo seu controlo, na linha do que tem vindo a acontecer no Médio Oriente desde o início do século XX. Note-se, de qualquer modo, que nunca será possível satisfazer os consumos energéticos mundiais apenas com energia renovável, pelo que os esforços para a futura utilização do hidrogénio (que, não sendo renovável, é a matéria mais abundante do Universo) têm que decorrer em simultâneo com a limitação de emissões e com a máxima utilização possível de fontes renováveis.


Neste sentido, quando se fala de desvantagens, é sempre preciso ter em conta que, cada vez que se desiste de construir (por exemplo) uma central eólica, a energia eléctrica que ela produziria vai ter que ser obtida a partir de combustíveis fósseis, com todas as consequências apontadas. Para além do preço mais elevado (na verdade, devido ao custo de investimento, a unidade de energia eléctrica obtida em renováveis é mais cara), as desvantagens são conhecidas, mas resumem-se a seguir.


Uma central hidroeléctrica inunda terrenos, pode originar a deslocação de populações, altera o meio ambiente local (mas também cria novos ambientes, com interesse turístico e de lazer). As centrais eólicas têm um impacto visual na paisagem que não é desprezável e podem afectar, em algumas situações, o ambiente de certas espécies. As centrais fotovoltaicas ocupam em geral uma grande extensão de terreno, privando-o do sol. Ou seja, como toda a restante actividade humana, há alterações e impactos que podem ser mais ou menos negativos, e têm que ser avaliados na altura de tomar decisões. Mas nunca esquecendo que, no outro prato da balança, estão os combustíveis fósseis!


Estas preocupações com o ambiente, mesmo para instalar centrais baseadas em energias renováveis, são correctas e têm levado a excluir certos locais (rede Natura 2000) como potenciais localizações de parques eólicos. No entanto, assiste-se por vezes a um exagero na menção a possíveis impactos negativos (às vezes apenas porque se pensa que talvez possa haver impactos negativos...), levando a uma sistemática rejeição de todos os sítios concretos onde se pretende instalar centrais hidroeléctricas ou eólicas. O resultado prático destas atitudes é o atraso na disponibilização da energia eléctrica oriunda de fontes renováveis, substituída por electricidade produzida à custa de combustíveis fósseis. Ou seja: para supostamente proteger o ambiente, prejudica-se na verdade o ambiente. Matéria para reflexão, não é?


Engº Manuel Matos, FEUP (www.fe.up.pt) e INESC - Porto, 5/2004


IN: Projecto "Energias Renováveis", 12º C, Guilherme, Luis e Paulo, ESAS - Maia, Junho 2004

publicado por FTF às 18:49
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Quinta-feira, 22 de Julho de 2004

- Serra da Freita: Criação de Gabinete

brandfreita.jpg
Manuel Brandão



 


O PCP propõe a criação do “Gabinete da Serra da Freita”, uma proposta do deputado comunista Honório Novo, a qual já deu entrada na Assembleia da República no dia 25 de Junho. Trata-se de um projecto de resolução com vista à criação do Gabinete da Serra da Freita. Segundo aquele documento, a Serra da Feita tem um relevante valor natural, patrimonial e histórico merecedor da tomada de medidas de excepção para a sua salvaguarda e protecção. Uma grande área integra a Rede Natura 2000.


Este Gabinete teria como principais competências a elaboração de um Plano de Desenvolvimento Integrado da Serra da Freita; o estudo e elaboração de uma proposta de criação de uma área protegida; a concretização de um conjunto de medidas destinadas a apoiar a manutenção das actividades económicas locais e ainda a preservação do ambiente e da qualidade de vida das populações. A apresentação pública deste projecto de resolução decorreu no dia 2 de Julho, no salão nobre dos Bombeiros de Arouca, e contou com a participação do seu grande impulsionador - Honório Novo.


Na foto pode ver-se Manuel Brandão, da Associação Ambiental URTIARDA, o qual também integra o recente criado Movimento Pró-Ambiente, um grande impulsionador deste projecto, defensor do Ambiente em Arouca, de elevada capacidade de comunicação, que muito tem feito pela defesa dos valores naturais, patrimoniais e históricos de Arouca...


 



publicado por FTF às 15:53
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- Aldeia da Castanheira: Pedras parideiras II

pedrasparid.jpg


Pedras Parideiras, FTF, Julho 2004


As Pedras Parideiras são um fenómeno raro que atrai milhares de visitantes por ano, situado na Serra da Freita, em Arouca, no lugar da Castanheira.



Que protecção e promoção há deste fenómeno, riqueza de Arouca e do mundo (é único em Portugal e raro, existindo apenas na Ucránia)?


Uma rede (já algo danificada) e uma placa avisadora... Porque não uma câmara de vídeo (sem fios), para controlo à distância? Parece-me necessário, para
algo tão importante. O futuro com certeza agradecerá...

publicado por FTF às 15:41
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Segunda-feira, 12 de Julho de 2004

- Freguesia de Chave: Inaugurações

jardimejunta.jpg


FTF, 2004




Fruto do empenhamento, motivação, dinâmica e profissionalismo da Junta de Freguesia de Chave, foram concluídas e recentemente inauguradas, no lugar do Barbeito, na Praça Marcelo Cabral, duas importantes obras para esta freguesia: Jardim de Infância e Casa da Junta. Brevemente será inaugurado o Centro de Saúde.


Junto a estes edifícios, com uma arquitectura sóbria e elegante, foi reconstruído um espigueiro, conferindo ao local uma beleza e um enquadramento, o que bem ilustra o bom gosto dos seus autores.


 

publicado por FTF às 17:19
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- Temas e Debates: Transgénicos

dramsilva.jpg


Alimentos geneticamente modificados em debate
http://www.fe.up.pt


Muito fala em alimentos transgénicos, mas o que são eles? Por que são considerados uma ameaça para vida humana? Na verdade, até hoje não há divulgação de provas concretas de que os transgénicos prejudicam a saúde humana, porém eles não vieram para salvar a população carente da fome como é pregado pelos seus inventores, ou para suprir a necessidade de vitaminas de quem os consome. O grande problema do alimento transgénico não está em seu consumo, mas sim na sua produção. Além de ser comprovado o desequilíbrio ecológico que pode causar no ambiente natural, eles são anti-éticos e imorais…


Os Transgénicos ou OGM-T (Organismo Geneticamente Modificado Transgénico), são plantas criadas em laboratório com técnicas da engenharia genética. O processo consiste na transferência de um gene responsável por determinada característica num organismo para outro organismo ao qual se pretende incorporar esta característica, mudando a forma do organismo e manipulando sua estrutura natural a fim de obter outras características desejadas. Não há limite para esta técnica; por exemplo, é possível criar combinações nunca imaginadas como animais com plantas e bactérias…


Foram estes e outros pontos focados na brilhante palestra da Prof. Drª Margarida Silva, investigadora da Universidade Católica e membro da Quercus, realizada no dia 26/5/2004, na Biblioteca da FEUP, sala Ponto de Encontro, com a presença de várias dezenas de pessoas, das mais diversas áreas, como alunos e professores da FEUP, docentes (Dr. Benjamim Fontes, Fiães, Engº Fernando Ferreira, Maia).


IN. Clube dos Professores Portugueses na Internet (www.netprof.pt - Informática/Novidades)

publicado por FTF às 10:43
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